O QUE FAZER?

"Se alguém deixar que os seus animais pastem num campo ou numa plantação de uvas, ou se os largar para comerem as colheitas de outras pessoas, esse alguém pagará com o melhor do seu próprio campo ou com o melhor da sua própria plantação de uvas."


Há vários dias que venho tentando publicar algo aqui, mas sinceramente, são tantos problemas que deveria sortear qual seria o assunto a ser abordado.


Acontece que não quero expor ninguém, nem deixar no ar situações que vieram a mim neste período, pois o objetivo desse Blog é exatamente tentar ajudar de uma forma ou de outra pessoas que tem passado pelos mesmos problemas que eu, ou similares e fortalecer a fé daqueles que acham que estão sós neste mundo. E ouvir também, pois como o Apóstolo Paulo, careço também das orações dos irmãos. Saibam que estamos aqui passando por problemas parecidos e que nós podemos ajudar uns aos outros, mesmo de longe.


Por várias vezes eu vejo pessoas de tão longe entrarem no meu Blog, e lerem artigos que escrevi. Na maioria das vezes as pessoas não deixam seus comentários, o que adoraria ler cada um e sei que serviria para outros! Mas, enfim, dou glórias a Deus por estar alcançando pessoas de bem longe. Que tudo que se fizer aqui seja para Gloria e Honra do Senhor!


Vamos ao texto agora:


No Capitulo de numero 22 do livro de Êxodo, Deus, através de Moisés, preparou o povo para viver juntos e arcar com suas responsabilidades. Nela diz o seguinte:


" Se alguém deixar que os seus animais pastem num campo ou numa plantação de uvas, ou se os largar para comerem as colheitas de outras pessoas, esse alguém pagará com o melhor do seu próprio campo ou com o melhor da sua própria plantação de uvas."


e no Código Civil Brasileiro, em seu artigo 936 diz ali:


LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002.

"Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior."

Link para o site do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) AQUI


O que houve para que esteja falando sobre isso?


Há mais de 1 mês, enquanto estava vindo de Guarapari para Alto Jequitibá, recebi uma mensagem e uma ligação de uma pessoa dizendo que minha lavoura estava sendo invadido por gado e comendo os milhos que estavam em minha propriedade.


Como estava na estrada ainda, só consegui pegar o telefone do vizinho e tentar falar com ele, que me atendeu com educação e atenção, e disse que iria lá olhar. Agradeci muito. Logo depois meu marido me liga preocupado e disse que o gado ainda estava la, eu ja o tinha avisado que tinha tomado as providências e que o vizinho iria olhar. Mas como ele insistiu para que retornasse com o proprietário do gado, assim o fiz e perguntei a ele como estava la, já que ele havia subido e ele me respondeu que não iria mentir, pois havia bastante estrago, mas também me disse que já havia terminado de consertar a cerca que havia sido estourada pelo gado dele e que qualquer prejuízo ele ressarciria. Fiquei tranquila então e aguardei.


Quando cheguei em casa me programei para no outro dia subir la no alto da lavoura e tirar umas fotos e averiguar a situação para tomar as providências. Perguntei ao meu pai se ele ainda conseguiria subir la (tem 87 anos) e se ele gostaria de ir comigo, o que ele sinalizou que sim e assim o fizemos.


As fotos foram tiradas, procurei logo o proprietário mas não o localizei pois estava viajando. Assim que ele chegou fui no seu local de trabalho procurá-lo para conversar. Então ele começou a argumentar situações longínquas de quando eu ainda não era a proprietária destas terras, e não entendi muito mas disse a ele que ele colocasse o valor dele então para poder indenizar todo o milho e café que estragou ali naquela área. Ele ficou de verificar com um profissional para que fizesse um levantamento de quanto seria. Eu disse que não queria receber NADA QUE NÃO fosse de meu direito mas somente o que fosse justo, pois gastamos com trabalhadores, produtos e dias de trabalho.


Ainda está no ar, mas essa situação me tira do conforto e me leva ao confronto. E é tudo o que eu não quero no momento, pois há um verdadeiro desgaste nesse caminho.


Se algum leitor puder me dar sua sugestão e me ajudar nessa situação, agradeço.


Um bom dia a todos!


Marilza Loubach


 





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